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Violência

2994A violência na televisão

por: Luís Farinha
24-01-10

As crianças passam cada vez mais tempo em frente da televisão, até mesmo na companhia dos pais. Estes, na maioria das vezes, estão ali, mas nem se preocupam em avaliar o conteúdo.

Há uma reserva latentenos psicólogos quando solicitados a opinar sobre o efeito da violência televisiva nas crianças e adolescentes. Enquanto os criminalistas, forma geral, acreditam que efetivamente o efeito é nocivo, os especialistas do processo mental asseguram que não. Defendem que a televisão não pode ser responsabilizada pelo comportamento violento das crianças e pelo aumento da violência na Sociedade, garantindo que a criança acolhe a violência dos filmes a que assiste, mas adiantando que “ela os liga à sua fantasia”. Tal opinião parece querer significar que as crianças são portadoras de um mecanismo de triagem mental que as põe a salvo da influência negativa das imagens que vêem repetidamente.

Opiniões contraditórias

É comum a expressão “uma imagem vale por mil palavras”, o que nos leva a concluir que por mais que digamos a uma criança ou adolescente que aquilo que se está a passar à frente dos seus olhos é uma fantasia, o poder atribuído à imagem talvez leve os cérebros juvenis a deixar sob reserva aquilo que lhes dizemos.

Enquanto alguns acreditam que expor a criança ou o adolescente à violência, cada vez mais usada como argumento de desenhos animados, filmes e videogames pode influenciar o seu comportamento, fazendo com que sejam mais agressivos ou passem a encarar a violência como algo banal, para outros profissionais, os média não são, de todo, responsáveis pelo aumento da violência entre crianças e adolescentes. São opiniões contraditórias que estabelecem a perplexidade, deixando pais e educadores sem saber qual a atitude a adotar, correndo o risco de pecar por excesso de privação ou permissividade, uma ou outra altamente nociva para os jovens, se errada.

A “caixa” que mudou o mundo condiciona atitudes e decisões

Seguindo a lógica elementar, o excesso de violência como espetáculo de entretenimento diário costumeiro de pessoas em período de formação, logo permeáveis a influências exteriores, boas e más, não se nos oferece como aceitável. Acresce que a televisão é a principal fonte de informação e o principal modelo a ser seguido nos lares de hoje, papéis que deviam ser preenchidos pela família. É ela, “a caixa” que mudou o Mundo, que condiciona as atitudes e decisões de grandes e pequenos no quotidiano; daí, as somas babilónicas investidas em publicidade destinada a convencer os telespetadores a adquirir o que não precisam ou que ultrapassa a capacidade aquisitiva de muitas famílias. E os adultos acabam por seguir as sugestões, compram e compram para contentar a família e a si próprios. Curiosa é a constatação de, por alguma razão, ter-se tornado uso, hoje em dia, realizar os spots televisivos recorrendo às crianças como mensageiros das sugestões publicitárias. Os anunciantes sabem bem que é fácil transformar as crianças das famílias em aliados aguerridos dos seus apelos comerciais. Na maior parte dos lares são as crianças, hoje, que ditam as decisões finais na aquisição dos produtos mais reclamados. E os pais cedem a essa tirania com dois propósitos: tornar as criancinhas “mais felizes” e (ou) para pôr ponto final à gritaria que elas armam para reivindicar o “seu direito” de escolher.

Entretenimento favorito de grandes e pequenos

Parece assim irrecusável que a repetência massacrante das imagens televisivas, sejam elas de caráter publicitário ou de entretenimento, exerce efeitos negativos nos cérebros em formação das crianças e adolescentes que fazem dos média, com destaque para a televisão, o seu entretenimento favorito.

Uns e outros ficam cada vez mais tempo em frente da TV, até mesmo na companhia dos pais. Estes, na maioria das vezes, apenas assistem aos programas sem se preocuparem em avaliar o conteúdo. E uma coisa é certa: o que se passa no ecrã da “caixinha mágica” não é visto da mesma forma por adultos e crianças.

Fonte: folhadeportugal.com

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Um comentário

  1. Pedro em 5 de Fevereiro, 10

    Infelismente muitos não entendem o comportamento errado do filho, porém quando isso acontece é porque quem cria os filhos não são os pais mais sim a tv, net, amigos da escola, e por ai vai !!!!! Infelismente as apelações são muito fortes.

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