Violência doméstica e bullyingEnviar para um amigo Imprimir este artigo

As escolas do ensino básico e secundário estão a apostar na prevenção da violência doméstica e do bullying (violência entre alunos) como tema das suas aulas.

por: Nilza Vaz
10-02-10

sociedade190310O concurso “A Nossa Escola pela Não Violência”, da responsabilidade da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG), foi o primeiro projeto a nível nacional a abordar estas questões e já chegou a mais de mil alunos do 3.º ciclo e do secundário. Este ano “vai ser generalizado a todos os graus de ensino”, adiantou a secretária de Estado da Igualdade, Elza Pais.

A CIG deu formação a professores que integraram, pela primeira vez, ao longo do ano letivo 2008/2009, a temática da violência nas suas aulas.

Além da prevenção, esta vertente serve de preparação para o trabalho que os alunos vão levar a concurso.

Este ano, segundo explica Elza Pais, os professores vão incluir o combate à violência no namoro e o desenvolvimento de relações saudáveis na área de cidadania.

Futuros agressores

O trabalho de prevenção da violência junto dos alunos é um dos objetivos do “III Plano Nacional contra a Violência Doméstica”, estabelecido para três anos e que termina em Dezembro.

A sua concretização está a ser feita também através de alguns projetos-piloto, explicou o vice-presidente da CIG, Manuel Albano.

Algumas iniciativas estão a ser executadas por associações como a APAV (Associação de Apoio à Vítima), a UMAR (União das Mulheres Alternativa e Resposta) e a SEIES (Sociedade de Estudos e Intervenção em Engenharia Social).

A hipótese de estas intervenções virem a ser alargadas a nível nacional vai depender da avaliação que for feita no final de cada projeto.

Quem está no terreno não tem dúvidas do seu sucesso e da sua importância.

A par da violência doméstica, são também trabalhados os contextos de bullying.

“São realidades que estão relacionadas, porque muitas vezes estas são crianças que estão sujeitas a violência em casa, na escola podem tornar-se mais facilmente vítimas ou agressores, dependendo do modelo que recolhem em casa”, descreve Joana Peres, uma das responsáveis do projeto.

Fonte: folhadeportugal.com

 

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6º Sentido - 07/09/2010

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