Os animais doutores
por: Carla Vaz
05-05-10
A grande maioria das pessoas apresenta uma atitude muito positiva através da sua relação com um animal, apresentando melhorias significativas não só a nível de problemas do foro psicológico, mas também físico.
Diversos estudos têm vindo a destacar os aspetos positivos de se manter uma relação de proximidade com um animal, tais como: o aumento de sensação de bem-estar, uma maior mobilidade e um menor recurso a medicamentos.
No caso concreto dos animais de estimação, só o facto de cuidar de um bicho mantém a cabeça ocupada e combate a solidão, tornando a vida mais alegre.
Já no caso da terapia assistida por animais (TAA), que é já uma realidade entre nós, existem centros terapêuticos onde a mesma é aplicada tanto a bebés como a idosos com problemas diversos.
A TAA realiza-se com os mais diversos animais e tem objetivos e metas muito concretos para a recuperação de doentes, não sendo feita ao acaso e podendo ser uma coadjuvante da Medicina tradicional.
Os animais utilizados nos variados programas terapêuticos são treinados, estão habilitados e existe sempre o acompanhamento de alguém qualificado, como um terapeuta, psicólogo…
A zooterapia e os seus benefícios
É praticada desde a Antiguidade, altura em que os animais eram presença frequente nos pátios das instituições psiquiátricas e de saúde, aligeirando a estadia e contribuindo para o bem-estar dos pacientes.
No entanto, só a partir da década de 60 é que o poder que os animais têm sobre as pessoas se tornou mais evidente, quando o psicólogo infantil norte-americano Boris M. Levinson se apercebeu do potencial terapêutico das relações entre as crianças e os animais.
Mas não é apenas em casos clínicos que os animais são uma ajuda preciosa, senão, atentemos no exemplo dos idosos a quem são oferecidos animais de companhia para, assim, combaterem o isolamento social e a solidão, ou até mesmo das crianças sem irmãos, que assim colmatam a falta que lhes faz o amor fraternal.
Dirigidas a todos os tipos de pacientes, desde crianças com problemas psicomotores até idosos ou doentes mentais, as terapias assistidas com animais apresentam inúmeros benefícios, tais como:
*mesmo não curando, estas práticas ajudam os pacientes a recuperar a auto-estima, a fomentar a interação e as relações sociais, a adquirir uma maior autonomia e a desenvolver melhores capacidades de linguagem e movimento;
*promovem o desenvolvimento emocional, através do vínculo criado entre o paciente e o animal;
*no caso das crianças, motiva-as a pensar e a aprender, proporciona atividades interessantes e estimula a participação das crianças mais tímidas nas atividades em grupo;
*no caso dos idosos, afasta sentimentos de frustração, solidão, ansiedade e tristeza.
OS AMIGOS CÃES E GATOS
Os animais representam uma fonte inesgotável de afeto, mobilidade e saúde, movimentam-se, mas não falam, logo obrigam-nos a entendê-los, estimulando a nossa audição, o tato e a memória dos sentidos.
Procurar o gato que está atrás do sofá, baixar-se para dar o alimento, passear o cão na rua ou levá-lo ao veterinário são pequenos gestos que podem ser estimulantes para quem sente o corpo cansado e pouca motivação.
Também a memória, que se vai perdendo com o passar dos anos, pode ser reavivada pela simples obrigação da lembrança das horas de dar comida ao cão, do recordar com um amigo as façanhas do gato.






