Esta prestação social é dada pelo Estado às pessoas que atingem 65 anos, pelo menos por enquanto, mas nem sempre este foi um direito dos trabalhadores, tendo sido criado com um bom espírito, a fim de ajudar a diminuir as desigualdades sociais. Só que a realidade é bem diferente, pois existem grandes diferenças entre as maiores pensões e as mínimas, para pessoas que trabalharam toda uma vida, tendo começado mesmo no tempo do Estado Novo.
Contudo, quantas não são as pessoas que quando têm de receber a prestação social acabam, muitas vezes, por auferir um valor muito baixo? Isto quando temos casos de outras pessoas que, por terem ficado um mandato em determinados cargos políticos ou mesmo no setor financeiro, passaram a ter direito a uma reforma “choruda”.
O mais escandaloso ainda é o acúmulo de pensões, quando depois os “benditos” dos cortes são sempre feitos por baixo, ou seja, para os que já ganham o mínimo. E lembram-se que até parece que tinha caído o “carmo e a trindade” quando Pedro Passos Coelho sugeriu que iria lutar para que não se acumulassem pensões e para que se mantivessem os ordenados dos cargos ocupados, tanto no Parlamento como nas empresas públicas ou até em algumas organizações privadas. Logo este foi acusado de populista, surgindo as críticas da parte do PS. Ora não deixa de ser estranho que um partido socialista manifeste este tipo de repulsa!
A grande discussão que acredito que se vai levantar é: se o regime de pensões da Segurança Social deverá permanecer unicamente na “mão” do Estado ou se poderiam ser os privados a tomar conta deste assunto; ou, então, se poderíamos ter um sistema misto, isto é, cada cidadão decidia se descontava para Segurança Social ou para uma entidade privada.
Vamos lá ver se o alvo se altera, porque já chega de bater sempre no mesmo! Existe um samba de Zeca Pagodinho, que tem um verso que “reza” assim: “Vê se me erra!”






