600 em três anosEnviar para um amigo Imprimir este artigo

sociedade_070310600 em três anos

por: Nilza Vaz
02-03-10

Poucas salas e educadoras para muitas crianças, instalações com defeitos e ausência de espaços para o recreio… era este o retrato das creches e jardins de infância em cidades, como Lisboa e Porto, no início da década passada, desde então, pouco ou nada mudou, porém, a promessa está no ar.

A construção de uma “rede nacional de creches” não é uma proposta nova do Governo, já que o problema da falta das mesmas também já é bastante antigo.

Na realidade, foi há dois anos, que foi anunciada pelo primeiro-ministro, para o início de 2010 a construção de 400 novas creches, concretizando uma oferta suplementar de 18 mil lugares para crianças até aos 3 anos. Segundo José Sócrates, a construção de uma rede nacional de guarda de crianças, para resolver “um dos maiores problemas que enfrentam os casais jovens atualmente”. O líder do Executivo considera que a falta de creches é um “problema” de todo o País, pelo que o investimento nesta área acabará por funcionar “como a promoção da natalidade”, afirmou.

Processo em andamento

No passado mês de Janeiro, o primeiro-ministro anunciou que os equipamentos estão já em construção, estando previstas, para este ano, cerca de 180 creches construídas, “que vão alargar a capacidade em cerca de 7.855 lugares”, assegurou. Afirma-se também que, “no quadro do apoio às famílias e à promoção da conciliação da vida familiar e profissional, o Governo, já a partir de 2010, iniciará o esforço no sentido de garantir o compromisso político de duplicar, ao longo da legislatura, o número de creches com horário alargado” ou seja, a funcionar durante mais de 11 horas por dia.
No relatório do OE confirma-se também que, até 2013, com 600 novas creches e 18 mil novos lugares para crianças menores de três anos, Portugal ultrapassará a meta europeia de 33% de cobertura rede. Mas, em vez de 400 novas creches, aponta-se 600, correspondendo a mais de 150 milhões de euros de obras. Com uma cobertura de pouco mais de 18%, Portugal era dos países mais atrasados da União Europeia no que respeita à expansão da rede destinada às crianças mais novas.

Fonte: folhadeportugal.com

 

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